porque site é difícil de atualizar

nova turma de workshop aberta!

publicado por gUi

Eu tava morrendo de medo de nem ter quórum pro workshop. E até agora já são 26 inscritos pra 20 vagas.

Conversei com o pessoal do b_arco e da Babel e decidimos abrir mais uma turma:  domingo, dia 07.

Como tem muita coisa prática, ele é todo prático, faz diferença se colocar mais 5 alunos na turma e eu quero que as pessoas tenham uma experiência ótima.

então aí está, de última hora e de todo o coração:

workshop gUi - 2a turma

o que faz uma série

publicado por gUi

As fotos da minha sobrinha, a menina dos meus ohos, ficam penduradas numa parede do ateliê. Elas tem estéticas e sentimentos tão distintos que parece difícil juntá-las numa série. Nunca foi pro site, nem imprimi portifólio. Acompanho seus passos desde pequenininha, mas será que o fato de ter o mesmo personagem faz dessas fotos parte de uma série consistente?

Depois que vi o trabalho da Alessandra Sanguinetti, me trouxe esperança de que pode sim virar uma série, e também a consciência de que o trabalho ainda não estava maduro.

Vai demorar um pouco até conseguir descobrir nas tantas imagens o caminho narrativo/emocional pra essa história.

Screen shot 2010-02-01 at 02.44.39

resolvi imprimir tudo do mesmo tamanho. eu ainda acredito na coisa física.

Como essa é uma tarefa difícil pela carga emocional e de memória que as imagesn tem pra mim, resolvi pedir ajuda para o olhar sensível da jovem curadora Lua Cruz. Essa semana.

novas loucuras

publicado por gUi

O ensaio para a loucura sempre foi meu projeto mais difícil. E nem é pelas inúmeras cópias até se chegar à boa, ao grão certo, aos tons, ao vulto, nem pela várias versões dos textos que vão sendo trocados ou alterados no word depois nas notes do flickr.

O ensaio me traz um desgaste emocional sem precedentes. Depois de cada entrevista, assim como a cada tratamento de imagem sou atropelado por um sono incontrolável. Me aprofundo e me deparo com questões íntimas que eu antes desconhecia. Me perturbo demais.

Tem momentos que eu simplesmente não estou com coragem pra enfrentar, então eu folgo e dou atenção pra outros projetos, talvez não mais leves, mas menos dispendiosos.

Mas uma hora a coragem volta e eu já tô sentindo mais disposição.

rascunho das novas loucuras juntos no bridge

rascunho das novas loucuras juntos no bridge

volta às aulas

publicado por gUi

No fim da faculdade, dei uma oficina de pinhole na escola que estudei. Eu ia pra Itajubá toda sexta feira por 7 semanas e dava aula pra metade da 8a série. Foi super difícil e incrível ao mesmo tempo. A coisa toda terminava numa feira do conhecimento em que os alunos apresentavam o que tinham aprendido na oficina pros pais e visitantes. Foi tão emocionante ver os os alunos ali sozinhos se apropriando tão bem daquelas experiências que eu cheguei em casa e pensei: é isso que eu quero fazer da minha vida.

dentro do laboratório-sala

dentro do laboratório-sala

Em São Paulo, comecei a me preparar pra assumir a oficina de iluminação no Instituto Criar, que seria inaugurado dali a poucos meses. Além dos cursos de educação democrática, que fazia na USP, procurei não tentar lembrar de como me ensinaram, mas de como efetivamente aprendi. Eu sempre tive difculdade, por exemplo, de aceitar que verde era cor primária e que amarelo vinha da mistura com o vermelho. Como pode? Se eu vejo desde pequeno o azul e o amarelo ali se juntando dando verde? Não, eu não podia sair falando de cores pros alunos, era preciso vivenciar.

Foram três anos experimentando, estudando, tentando criar experiências provocadoras, que estimulassem os alunos a aprender por eles mesmos, a partir de vivências próprias.

experiência de mistura das cores em 2004

experiência de mistura das cores em 2004

Em 2007, percebi que não conseguiria mais concicliar esse modelo de aulas, diárias, compromisso de um ano com a mesma turma, com os projetos de fotografia que estava me envolvendo.

Agora surgiu uma oportunidade de dar um curso de férias no b_arco, um lugar super bacana com oficinas interessantíssimas e anexo à Galeria Virgílio e à Galeria de Babel. Quando a gente pensou o curso, os meninos do b_arco e eu, imaginamos algo que servisse desde aos fotógrafos iniciantes até os mais experientes. A idéia é desvendar os mistérios da fotografia e da luz a partir de experiências práticas, como uma câmera obscura gigante pr entender melhor as lentes, misturar cores primárias nos refletores pra entender esse negócio de RGB e CMYK, e até experiências pra entender tempeatura de cor.

flyer oficial do b_arco

Tô bem animado. É um jeito de voltar à sala de aula num modelo novo pra mim que posso conciliar com meus projetos.  Já estou preparando outras oficinas mais específicas, como de pinhole digital.

seu saturnino

publicado por gUi

reclamava sobre a dor no nervo ciático que o prendia na cama.

queria poder me mostrar a coleção de moedas americanas. ele tinha 49 dos 50 estados. só falatava Iowa.

quando entrei no carro minha mãe me contou que era câncer terminal. os dias sem dor eram por conta da morfina.

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sob encomenda

publicado por gUi

Editor de fotografia é uma profissão cada vez mais rara no mercado de revistas. Muitas vezes o diretor de arte se sobrecarrega ocupando mais essa função. É tão mas tão bacana quando tem alguém só pra cuidar disso numa revista.

Outro dia, a Valéria Mendonça, da BRAVO! me pediu uma pauta. E eu adoro trabalhar com ela porque a gente tem uma comunicação muito resolvida. Sei fazer as perguntas e ela sabe falar pedir o que quer.

O fotografado era o Roberto Alvim, diretor de teatro, dramaturgo. Ela me mandou um esboço do texto da matéria sobre ele, uma cara sombrio, que conheceu Edgar Alan Poe as 8 anos de idade.

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a primeira foto que fizemos

“gUi, eu queria que tivesse uma foto mais careta e no resto vc pode pirar, pode explorar bem essa coisa do sombrio. Ah, e quando eu digo careta, é só que eu preciso ver o rosto dele.”

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roupa preta e parede preta, aiai

um trecho do artigo de Gabriela Mellão: Alvim se convenceu a aderir a essa espécie de estética da penumbra também por acaso. Embora possuísse a inclinação para espetáculos com pouca luz, o diretor resistia. “Isso não pode, isso não é teatro”, dizia a si mesmo. Em 2007, poucos dias antes de estrear Homem Sem Rumo, faltou luz na sala de ensaio. “A luz de emergência iluminava muito tenuamente o espaço, e me fez perceber que se você não tem fisionomia, as figuras mudam de estatuto dentro da cena”, diz.

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’se você não tem fisionomia, as figuras mudam de estatuto dentro da cena.’

o tanto que isso conversa comigo…

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Saí de lá super feliz com a sessão. Foi muito bom sentir que eu tinha um objetivo claro, mas que eu podia ( e devia ) extrapolar um pouco, explorar o que o assunto me dava, sem restrições. Foi uma das pautas que eu mais gostei de fazer.

presente de natal

publicado por gUi

Hoje eu recebi do Vince o primeiro personagem que ele pintou.

ele diz que a parte favorida dele é a gravata.

ele diz que a parte favorita dele é a gravata.

O Vince tá muito empolgado com o projeto, e eu to doido pra tratar a foto em alta resolução.

Ele colocou o personagem numa foto bruta em baixa e já ficou ducaralho.

adoro como a pintura vai virando fotografia gradualmente.

adoro como a pintura vai virando fotografia gradualmente.

Agora enquanto eu trato essa foto em alta resolução, ele cria o personagem pra próxima imagem.

e o reflexo no teto, aiai. isso tá bom demais de fazer

e o reflexo no teto, aiai. isso tá bom demais de fazer

O ano termina bem.

liberto num deserto de água

publicado por gUi

Algo aconteceu comigo, e pode ser só impressão minha, depois desse trabalho último que desenvolvi e expus na Casa Tomada.

Conquistei uma liberdade comigo mesmo pra fazer alterações no tratamento antes moralmente inpensáveis. Sempre alterei as cores, isso não foi novo, também nunca tive problemas em alterar pequenos gravetos no chão, escolher qual sujeira limpar e qual deixar. O desenho sempre esteve presente no tratamento das imagens que eu faço, seja na escultura das cores, seja na acentuação ou atenuamento das manchas. Mas em uma imagem específica eu avançei um sinal. eu alterei a posição do único personagem presente, aquele sobre o qual eu me projeto.

detalhe da imagem, orginal e pós tratamento.

detalhe da imagem, orginal e pós tratamento.

Senti isso como uma traição, eu traí o Barthes. O ‘isso aconreceu’ não valia mais praquela imagem. O cara nunca esteve parado diante de mim, o cara corria. Entrei numa crise de consciência, uma culpa tal que eu só conseguia conversar disso com as pessoas. Voltar atrás era impensável. Era importante falar a verdade, nem que pra isso eu precisasse mentir. Se aquilo não aconteceu no mundo, aquilo aconteceu em mim, e era com esse acontecimento que eu devia lealdade.

A Sílvia Mecozzi, numa visita que fez à Casa, me disse uma hora, no meio da minha aflição: quem disse que o que vc faz é fotografia? isso é um rótulo de mercado, você não precisa abraçar.

Mas se eu não for mais fotógrafo, vou ser o quê? Ao assumir a possibilidade de uma intervenção dessas na imagem, ao emoldurar um texto numa exposição ao invés de uma foto, eu me liberto e ao mesmo tempo me isolo, inexoravelmente.

15

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publicado por gUi

batepapo

duas indicações desinteressadas

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blog não é lugar pra fazer divulgação, pelo menos esse não. diz o google que 15 pessoas passam por aqui por dia. no máximo.

mas não dá pra não falar de duas coisas incríveis que tão acontecendo.

nessa segunda fui na abertura da exposição do Lucas Simões, no Espaço Cultural Citi  (Paulista, 1.111). Fui prestigiar o amigo mais que qualquer outra coisa. E foi tão mas tão legal ver o trabalho dele reunido: o mapas recortados, as fotografias, os objetos… Gosto demais do que ele faz, sobretudo quando ele associa texto e imagem. Ver coisas que eu já tinha visto ( e algumas novidades) como numa linha de tempo me fez entender muito mais a relação entre elas e eu passei a gostar mais ( porque entendi mais) da série dos mapas, por exemplo. Ver junto me fez ter um novo diálogo com o trabalho.

Aqui, Dry your tears, minha primeira aquisição de arte.

Feliz.

Dry your tears, de Lucas Simões.

Dry your tears, de Lucas Simões.

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A outra indicação é pra algo que acontece nesse sábado: Moira Toledo vai dar um curso sobre educação democrática de audiovisual no b_arco nesse sábado. Conheci a Moira quando trabalhava no Criar e apesar da identificação instantânea, eu  não tinha como saber que estava conhecendo uma das pessoas mais brilhantes da minha geração. Ela começava ali um estudo investigativo sobre educação democrática. Hoje ela tá terminando uma tese de doutorado sobre o assunto pela ECA. Metaeducação. Fucking genious.

Além do carisma né.

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entre o verão e o inverno

publicado por gUi

performace da Adelita na abertura da Casa Tomada

performace da Adelita na abertura da Casa Tomada

Quando cheguei pra abertura e vi ela ali dentro, dentro mesmo, senti como se ela tivesse embarcado numa longa viagem.

e eu nem me despedi.

originalidade

publicado por gUi

Numa conversa com uma nova amiga, tarde da noite, a gente discutia sobre nossos trabalho na Casa tomada e como eles falavam da gente, do universo de cada um.

A gente se perguntava se essa coisa é mais geracional, fruto dos tempos ou uma inclinação pessoal.

Como falar de um mundo tão complexo, como propor algo que tranforme isso? transformar o que? pra onde?

E pra que procurar ser original num mundo tão vasto e tão fertil? Tem sempre alguém informado que sabe de alguém que fez “quase exatamente o que vc fez” em algum lugar do mundo.

Libertados da necessidade de ser original, agora a gente pode ser honesto.

parte no processo exposto hoje na casa tomada.

parte do processo exposto hoje na casa tomada.

notas de rodapé

publicado por gUi

convite_Casa

tá ficando MUITO legal.

e eu to bem empolgado com o trabalho novo. São 17 imagens  novas de Coney Island num livrinho encadernado a mão ( eu que vou fazer).

15 11 5 10 7 é o nome desse trabalho que também tem um texto. As imagens são notas de rodapé.

(precisa ver ao vivo)

livrinho-sem-costura-2

primeira página do 15 11 5 10 7, ainda não encadernado.

hora de desapegar

publicado por gUi

A casa tomada está o acabando.

Está acabando meu período por lá, esse processo todo que tem sido tão bom e tão intenso, que me supriu tanto que me afastou de amigos do email, desse blog…

Muito feliz com as pessoas que conheci, o tanto que aprendi (que ainda nem processei direito) e com a série que nasceu lá. agora é hora de desapegar e de ir saindo, devagar.

essa foto aí embaixo é de outra série, que eu também to apaixonado e que tb tá em processo, sobre o Beltane que passei no santuário de Short Mountain com os Radical Faeries.

9-12-32-beautiful

nova série: Welcome Home

eles cresceram juntos

publicado por gUi

9-27-36-o-beijo

Helena & Beto

tomado pela casa

publicado por gUi

A experiência da casa tomada tem sido incrível.

Se antes eu estava com medo de dividir um processo íntimo com pessoas estranhas, aos poucos percebi que era esse compartilhamento mesmo que enriquecia não só o trabalho, como a experiência da pesquisa interior.

A convivência com esses artistas tem sido de uma profundidade e de uma proficuidade que nunca vivi antes e, de alguma maneira, to vendo isso se refletir no trabalho, no meu jeito de ver o trabalho.

E essa intimidade de processo dividida acabou por criar laços muitos fortes dentro da casa, como se uma pequena família se formasse ali dentro. Nos deixamos tomar.

ignorada no HD faz quase um ano.

ignorada no HD faz quase um ano.

sangue que dá água na boca

publicado por gUi

Conheci o trabalho do Jordan Eagles na Afordable Arts Fair, em NY, na mesma feira que conheci o Vince.

no stand da galeria tinha uns 3 trabalhos só. E acho que eram bem esses.

no stand da galeria tinha uns 3 trabalhos só. E acho que eram bem esses.

Jordan mistura cobre com sangue sobre acrílico e coloca várias camadas até conseguir o vermelho mais lindo que vc já viu na sua vida.

Como o acrílico é translúcido, aparecem esses vermelhos vários, luminosos.  Adoro quando o sangue craquela coagulado.

Por cima disso ele trabalha com uma resina que parece uma calda de açúcar. Daí, ao olhar praquele vermelho todo lindo, dá uma vontade de tocar, de lamber, de morder. E é sangue. (eu acho essa provocação genial no trabalho)

Fiquei interessado na textura e na reflexão da resina e considerei em usá-la no lugar do metacrilato, pelo menos pra fazer as cópias exclusivas pros inscritos no ensaio para a loucura. Fiquei com muita vontade de explorar esse magnetismo que a resina traz pra imagem, tão bem trabalhado por ele.

Mandei mensagem pelo email do site e pelo Facebook. Jordan me liga e me dá todas as indicações de onde comprar e o que procurar. Acabei trazendo um pouco de resina pro Brasil mas infelizmente meus testes não foram muito felizes.

Fiquei impressionado com a generosidade do Jordan e fiquei me perguntando se realmente somos de uma geração outra mesmo, em que a descoberta não tem o valor em si. Vejo várias pessoas compartilhando seus processos, dividindo seus segredos num disprendimento que era impensável 15, 20 anos atrás. Será isso tem a ver com a internet?

Fiquei bem feliz ao saber que Jordan ganhou uma exposição grande e individual que abriu agora na sexta feira no Aljira Center of Conteporary Art, em NY.

isso deve ser tão lindo de perto...

isso deve ser tão lindo de perto...

mais do processo com vince

publicado por gUi

Chegou um email do Vince com essa imagem. ( se vc olhar no fundo ele fez o esboço a lápis de um personagem pra foto).
Eu pedi duas semanas pra ele me dar pra eu re-scanear a foto e tratar.

To super empolgado com esse processo. Mas ainda não entendi ( acho que não entendemos) se vou imprimir a foto e ele vai pintar por cima desse papel, ou se vamos inserir digitalmente o desenho dele. Sei que to gostandimaisdisso.

8-66-21

a primeira bruta

e no mesmo dia do email, chegou pelo correio:

protótipo de algo indefinido.

protótipo de algo indefinido.

Adorei.

tem sido bacana essa experiência de ter um blog. Acho que vai ser legal depois, ao termos o projeto concluído, esse registro do processo aqui todo.

uma crise

publicado por gUi

Não falei mais sobre a casa tomada. Tava em crise.

O Basbaum me apresentou uma artista, Roni Horn. ( não achei site dela, mas esse é o link pra retrospectiva do Tate modern)

Becoming a landscape, de Roni Horn

Becoming a landscape, de Roni Horn

Nesse livro da Tate que ele trouxe tinha vários trabalhos. Esse aí de cima consiste em uma série de dípticos em que as fotografias não são sempre idênticas. Acho surpreendente como duas imagens quase iguais poder ser tão diferentes.

As conversas com o Basbaum tem sido de uma riqueza sem tamanho. Curioso como ele me acerta quando menos me mira. ( A Maíra fala isso de um jeito bem melhor). Mostrando de relance os trabalhos da Roni, ele comentava como ela mergulhava em cada projeto e se esgotava em cada pesquisa.

Comecei a olhar meus trabalhos e pra mim mesmo e me assustei de como minhas séries são pequenas 5, 6 fotos… Comecei a perceber como eu tenho dificuldades em persistir numa coisa ( a loucura é um parto) e como eu tenho uma certa ânsia pra terminar. E que o fato de ter pelo menos 5 projetos em andamento pode também me dispersar, me eximir de me aprofundar.

Essa crise tem sido muito bacana: me deu muita vontade de aprender de outro jeito, de inventar novos approaches e de ter mais coragem.

Tenho investido boa parte do meu tempo na casa olhando e retrabalhando o material de Coney Island. Uma foto por dia.

E essa persistência tem me dado algumas surpresas boas, como a nova preferida.

essa precisa ver grande

essa precisa ver grande

Sensação nova essa, não uma vontade de terminar esse trabalho, mas uma vontade de caminhar com ele e ver até onde ele vai.

Um encontro

publicado por gUi

essa é brand nova

essa é brand nova

Hoje foi vendida a foto que tá exposta na Babel.

A minha imagem preferida, um parto enorme pra ela nascer. Tive a oportunidade de conhecer o comprador, roteirista de cinema, conversamos bastante e intensamente. Foi realmente um presente.

Ele ficava olhando pra foto e me dizendo  o que ela dizia pra ele, um privilégio. Em um dado momento ele falou trechos muito lindos de um poema do Bukowski.

no help for that

there is a place in the heart that
will never be filled

a space

and even during the
best moments
and
the greatest times
times

we will know it

we will know it
more than
ever

there is a place in the heart that
will never be filled
and

we will wait
and
wait

in that space.

——–

Pra quen não foi ver, aqui tem um  Quicktime VR bem bacana da exposição. © Dimitri Lee