Jum Nakao pra Bravo!

publicado por gUi

Na úlima sessão de Bastidores na Bravo! eu tinha iria fotografar o processo de criação do Jum Nakao pra SP Cia de Dança. Fiquei animado porque gosto muito do trabalho dele.

Uma das primeiras coisas que eu vi dele foi na minissérie Hoje é dia de Maria, roupas e personagens de papel. Tem uma coisa sobre o Jum que eu admiro muito e que tem estado muito na minha cabeça é o diálogo frutífero com o mercado. Isso é especulação minha, mas a impressão que dá é que ele abraça as diversas encomendas que chegam pra ele, desde Nespresso (making off incrível, aqui) e Banco do Brasil até do Luis Fernando Carvalho e da própria SP Cia de Dança com o mesmo afinco, com a mesma paixão, a paixão do artista.

A Valéria Mendonça, editora de fotografia da Bravo! me pediu um abre ‘lindo’. Abre é a foto que inicia a matéria, geralmente em página dupla. E tem que tomar cuidado pro assunto não coincidir com o miolo da revista. Estava animado de visitar o ateliê do Jum, imaginava um galpão com pé direito alto, teto escuro, e muito muito bagunçado. Acabou que esse processo estava sendo desenvolvido em um apartamento na Frei Caneca, onde mora uma das pessoas da sua equipe.

Passei quatro horas com eles, desde a construção do molde mo corpo do bailarino, passando pela modelagem e costura do primeiro braço. A quantidade de pessoas, o tamanho reduzido da sala onde se trabalhava e a iluminação natural não facilitava a foto, mas nesse percurso todo pude observar como Jum trabalha com a sua equipe. Todas as pessoas que ali trabalhavam tinham uma autonomia de criação e de ação muito impressionantes. Era uma parceria em que ele muitas vezes se reservava pra criar, mas cada um tinha um espaço muito bem definido e parecia confortável nesse espaço. Quando eu crescer eu quero ser assim.

essa acabaram não entrando na Bravo!

processo da equipe.

Saí de lá com uma admiração maior por ele, e, por mais que tivesse super explorado as possibilidades daquela situação, eu ainda não tinha conseguido a ‘foto linda’ que a Val tinha pedido. E eu levo muito a sério os pedidos dela.

Antes do bailarino sair, a gente pediu pra ele uma canjinha, naquela sala apertada mesmo, e foi chocante. O cara de preto tinha virado um monstro, o que ele fazia com o corpo era hipnotizante.

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A foto ainda não resolvia nosso problema do abre, mas dava uma pista boa. Eles conseguiram negociar pra eu ir de novo fotografar o Alan testando a roupa pronta na sala de ensaio, na sede da Cia, que fica na Oficina Cultural Oswald de Andrade. A revista fechava no dia seguinte, mas a pressa não era só minha: muito próximos da estréia, eles não podiam ensaiar pra sessão. Junto com quase toda a Cia mais Jum e equipe, acompanhei os passos do Alan no solo que abre o espetáculo durante os 10 minutos de duração. E finalmente a foto chegou.

enfim, o abre!

enfim, o abre!