sob encomenda

publicado por gUi

Editor de fotografia é uma profissão cada vez mais rara no mercado de revistas. Muitas vezes o diretor de arte se sobrecarrega ocupando mais essa função. É tão mas tão bacana quando tem alguém só pra cuidar disso numa revista.

Outro dia, a Valéria Mendonça, da BRAVO! me pediu uma pauta. E eu adoro trabalhar com ela porque a gente tem uma comunicação muito resolvida. Sei fazer as perguntas e ela sabe falar pedir o que quer.

O fotografado era o Roberto Alvim, diretor de teatro, dramaturgo. Ela me mandou um esboço do texto da matéria sobre ele, uma cara sombrio, que conheceu Edgar Alan Poe as 8 anos de idade.

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a primeira foto que fizemos

“gUi, eu queria que tivesse uma foto mais careta e no resto vc pode pirar, pode explorar bem essa coisa do sombrio. Ah, e quando eu digo careta, é só que eu preciso ver o rosto dele.”

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roupa preta e parede preta, aiai

um trecho do artigo de Gabriela Mellão: Alvim se convenceu a aderir a essa espécie de estética da penumbra também por acaso. Embora possuísse a inclinação para espetáculos com pouca luz, o diretor resistia. “Isso não pode, isso não é teatro”, dizia a si mesmo. Em 2007, poucos dias antes de estrear Homem Sem Rumo, faltou luz na sala de ensaio. “A luz de emergência iluminava muito tenuamente o espaço, e me fez perceber que se você não tem fisionomia, as figuras mudam de estatuto dentro da cena”, diz.

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’se você não tem fisionomia, as figuras mudam de estatuto dentro da cena.’

o tanto que isso conversa comigo…

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Saí de lá super feliz com a sessão. Foi muito bom sentir que eu tinha um objetivo claro, mas que eu podia ( e devia ) extrapolar um pouco, explorar o que o assunto me dava, sem restrições. Foi uma das pautas que eu mais gostei de fazer.