paraty fala das crianças
publicado por gUi
Eu tinha uma idéia que foto de criança não é levada a sério.
Até que eu cheguei no Paraty em Foco, a princípio só pra acompanhar a expo da Babel que estava lá.
O primeiro convidado internacional celebrava o fotojornalismo clássico. Francesco Zizola mostrou um trabalho lindo e discutiu ética no fotojornalismo com ‘born somewhere’ em que retrata a infância em quase 30 países. Definitavemnte não era minha praia, mas fiquei muito impressionado.
Na noite seguinte, a folclórica Loretta Lux, com seu absoluto controle sobre tudo. A luz, os modelos, o fundo, a organização, a platéia…
Por mais estranha e antipática que ela pudesse parecer, a sua figura e o seu discurso pareciam muito coerentes com as imagens que produz.
Completamente oposta à Loretta, foi a simpatissíssima Claudine Doury, que falou sobre o trabalho que fez nos países da ex-união soviética. Também mostrou imagens do novo projeto, cujo personagem principal é a própria filha (uma pena que este ainda não esteja disponível).
Por fim a minha nova paixão: Alessandra Sanguinetti. O trabalho é muito tocante e a figura dela é muito honesta, muito vulnerável. Me apaixonei. Depois de ver o trabalho com Guile e Belinda deu muita vontade de trabalhar na menina dos meus olhos, mas, ao mesmo tempo, oprimiu um pouco pela grandeza. Pelo menos por enquanto.
Ela falou muito sobre se repetir e sobre continuar o trabalho mesmo quando não está mais tão divertido, sobre continuar até ver pra onde o trabalho te leva.
aiai.
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Fico me perguntando por que razão se juntam quatro convidados internacionais pra falar de foto de criança, o que isso tem a ver com o o momento atual que se vive na fototgrafia, como arte emergente, e a fotografia no Brasil um país que cada vez mais parece prometer um cenário melhor num futuro próximo.





Comentários
Gostei da análise sobre as crianças no parati em foco. Me apaixonei também pela Alessandra. E aqueles vídeos? quero ver de novo…. Gosto destas pessoas que assumem que as coisas não estão resolvidas; certezas não duram todos os dias….criar então….certeza vem depois para questionar.
Viva toda esta boa energia, e que ela invada o Brasil.
OI tuna
adorei isso que vc falou sobre assumir que as coisas não estão resolvidas. Essa conversa que ela teve com a gente do palco realmente trouxe muito isso e aumentou minha admiração por ela. Mas sabe que tem gente que inclusive não gosta disso, que acha fake. Eu me assuto muito com isso. dá uma olhada num post da Simonetta Persichetti sobre o mesmo assunto.
http://tramafotografica.wordpress.com/2009/09/30/desilusao-desilusao/
abraço.
Oi Gui.
Olha, ao sair da palestra, tomando um cafezin ali também escutei coisas do tipo, esta mulher tem mais projeto do que foto e está mais perdida que achada, rsrs, a palvra do “achado” é minha. São formas diferentes mesmo de ver o processo criativo e o resultado disso; mas eu já estou na fase de não querer nem mais julgar a forma impositiva como, às vezes, as pessoas pensam. na verdade tento até tentar entender o porquê, mas me incomoda esta vontade de julgamento absoluto, de dar a palavra final, a crítica não cumplice que quer estar no bem ou no mal. Parece falta de permeabilidade. Nossa, mas puxa vida, acho muito estranho chamar de grotesco o outro em um texto que, em si mesmo, vem ele carregado dessa marca .Projeções….. rs.
achei isso também. Falta de permeabilidade. e fiz um comentário no post, no sentido de mostrar como eu leio o trabalho e como eu vejo ele sendo mal-entendido. Mas ao mesmo tempo, mesmo achando impossível alguém ver crueldade naquele trabalho, ou mesmo falta de profundidade, eu gosto de ouvir uma opinião contrária pra poder aprender com ela no debate. mas nem sempre rola. Valeu por aparecer por aqui. Abração
Ah é, rsrs. Debate é divertido e tem que aprender a levar na esportiva….e como algo construtivo. Culturalmente tenho a impressão que os franceses são incríveis nisso, brigar sem brigar, cada um colocando seu ponto de vista de maneira neutra, mas quebrando o pau. No caso da debatente do blog já tive embates, rs, e tenho respeito pela contribuição que traz para a fotografia brasileira, por outro lado, já sei que cachorro sai deste mato, e neste eu não piso, rs. também gostei da conversa. qualquer hora apereço de novo por aqui. tô adorando esta blogosfera fotografica. abraço. tuna.
Gostei deste videozinho do workshop do paraty: http://www.youtube.com/watch?v=bw5NrEXFePc
Especialmente quando ela aponta uma foto e diz que aquela imagem de uma mulher é uma imagem que imagem faz parte do universo masculino. Bom, aí fiquei, na verdade já fazia um tempo que estava pensando sobre isso, desde colocada a polêmica….bom, sobre aquela opinião do grotesco….mas será que pode ser o vicio de ver sempre as mulheres pelo olhar masculino, tirar aquele gramour érotico sexual já está tão penatrado nas nossas mentes…será que isso pode ser um olhar grotesco sobre as mulheres para algumas pessoas? estou muito instigada com esta questão. Abraço.tuna.